Oposição denúncia manobras em assembléia do SINDEPROF sobre eleições
Publicado em :
25/1/2010
às
15:01:34
A assembléia geral do Sindicato dos Servidores Municipais de Porto Velho (SINDEPROF), realizada na última sexta-feira (22), para eleger a nova comissão eleitoral da entidade, foi marcada por atitudes e encaminhamentos por parte da atual diretoria, considerado por chapas de oposição como antidemocráticos, que resultou na eleição de todos os integrantes da comissão de nomes apoiados pela direção do SINDEPROF.
Entre as manobras que teriam sido feitas destacam se o fato de não ter sido disponibilizada para as chapas de oposição cópia da listagem de filiados, o que impediu a fiscalização sobre as centenas de pessoas que foram mobilizadas, com transporte de ônibus, para votarem na assembléia.
Na condução da assembléia, que mais parecia um programa de auditório, apenas a atual presidente, vereadora Ellis Regina, pode fazer uso da palavra, ignorando o princípio básico de qualquer assembléia de trabalhadores, que é a livre manifestação de opinião e a defesa de propostas. Até mesmo os candidatos a presidentes das três chapas de oposição foram impedidos de usar o microfone.
Já o processo de votação, contrariou um principio elementar da democracia, que é cada eleitor ter direito a um voto, sendo permitido que cada filiado presente pudesse votar três vezes, uma para cada vaga na comissão eleitoral. É como se na eleição para vereadores da Capital, que têm dezesseis vagas, cada eleitor pudesse votar 16 vezes; mecanismo que beira ao absurdo, pois uma maioria simples de 50% mais 1 dos votos daria todas as vagas para um único agrupamento político.
Na hora da votação, qual animadora de auditório, a presidente do SINDEPROF incentivava os aliados e, estrategicamente, colocou em votação primeiramente os três candidatos à comissão eleitoral apoiados pela atual diretoria do Sindicato; com tudo isso, conseguiu facilmente eleger todos os membros da nova comissão eleitoral.
O receio de manipulação sobre a nova eleição para diretoria do SINDEPROF, prevista pra 12 de fevereiro, voltou a preocupar as chapas de oposição; pois além da comissão eleitoral ser composta por pessoas indicadas pela atual diretoria, serão aplicadas todas as regras antidemocráticas previstas no estatuto, como por exemplo, a indicação de mesários não ser feita pelas chapas concorrentes e sim pela comissão.