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CUT divulga dados que mostram que arrecadação cresce 250% enquanto servidores acumulam 25% de perdas em sete anos de governo Cassol
Publicado em : 5/3/2010 às 23:45:55


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulga dados comprovando que em sete anos de mandato do governador Ivo Cassol, de janeiro de 2003 a dezembro de 2009, a arrecadação teve um aumento extraordinário de 250,33%, saindo de R$ 662.379,783 no ano de 2002 para R$ 2.320.541.766 em 2009. É importante ressaltar que no mesmo período a inflação medida pelo INPC do IBGE foi de apenas 47,50%, representando um enorme aumento real nas receitas do Estado.  Veja a arrecadação anual, além do percentual de aumento a cada ano e o crescimento acumulado na tabela abaixo:

 

ANO

ARRECADAÇÃO

% ANUAL

% ACU-

MULADO

2002

662.379.783

 

 

2003

944.169.917

 42,54%

42,54%

2004

1.174.699.567

 24,42%

77,35%

2005

1.411.262.494

 20,14%

113,06%

2006

1.519.639.609

   7,68%

129,42%

2007

1.704.535.778

 12,17%

157,34%

2008

2.143.634.298

 25,76%

223,63%

2009

2.320.541.766

   8,25%

250,33%

 

Cassol é responsável por perdas de 25% dos servidores

 

Desde o início do primeiro mandato de Ivo Cassol, em janeiro de 2003, até fevereiro de 2010, a inflação medida pelo INPC do IBGE foi de 49,84%; sendo que neste mesmo período houve apenas três reajustes: de 10% em abril de 2004, 5% em abril de 2006 e 4% em duas parcelas em fevereiro e maio de 2008. Com isso, os servidores acumulam uma perda inflacionária de 24,74%, apenas no mandato de Cassol.

 

Arrecadação cresce mais 8% em janeiro e fevereiro 2010

 

 A arrecadação continua crescendo este ano, pois o valor arrecadado em janeiro e fevereiro de 2009 foi de 345.828.335, enquanto que nos dois primeiros meses de 2010 a arrecadação totalizou 370.734.281; ou seja, um aumento de 8% sobre o mesmo período do ano anterior.

 

A não reposição de perdas e implantação de PCCs é má vontade de Cassol

 

Para o presidente da CUT, Itamar Ferreira, o governador Ivo Cassol só não repõe todas as perdas acumuladas, durante o mandato dele, que são de aproximadamente 25% e não implanta os Planos de Carreiras Cargos e Salários da saúde, DETRAN e outros devido a uma crônica má-vontade para com os servidores públicos de Rondônia.

 

O sindicalista ressalta que o enorme crescimento da arrecadação, de mais de 250% em sete anos, possibilitou um equilíbrio fiscal invejável para qualquer outra unidade da Federação; onde o comprometimento da folha de pagamento em relação à arrecadação é de pouco mais de 30%; enquanto a Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece um limite máximo de 49% ou um limite de 46%, chamado de prudencial. Se Cassol concedesse a reposição das perdas do governo dele e implantasse todos os PCCs, mesmo assim, a folha de pagamento não chegaria nem em 40% da arrecadação.

 

Itamar chama a atenção para o impacto extremamente positivo que a transposição de servidores para os quadros da União terá sobre o equilíbrio econômico-financeiro das contas do Estado. “Não há qualquer justificativa para o tratamento implacável dispensado pelo governador e a resposta dos servidores deverá ser uma grande mobilização neste início de ano”, conclama o presidente da Central Sindical.

 

Fonte: Assessoria CUT-RO

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